[Aperta a tecla] Meu primeiro conto!

28 julho 2015
Leitores e leitoras, tenho uma maravilhosa novidade para vocês. Eu acabei de escrever meu primeiro conto! Quem me acompanha aqui no blog já deve estar sabendo sobre o projeto que lancei chamado Aperta a tecla, mas se você ainda não sabe clica aqui para conhecer.

O objetivo desse projeto é influenciar as pessoas a começarem a escrever, coisa que também comecei recentemente e estou adorando. Então cada mês tem um tema predefinido e tanto eu quanto os leitores iremos escrever contos sobre ele.

O tema de julho foi "Explosão nuclear". Então eu comecei, empolgadíssima por sinal, a escrever o meu conto. Só que eu acho que acabei me empolgando demais gente! Resultado, ele ficou bem grande e não vai dar para colocar todo aqui no blog. Na verdade, acho que acabou virando uma novela ao invés de um conto, não entendo muito bem a diferença, mas quando descobrir compartilho com vocês. Então resolvi fazer o seguinte: fiz uma capa, ajeitei ele todo, deixei bonitinho e publiquei na Amazon!

Nome: Um começo depois do fim
Autora: Marina Ramos
Páginas: 47
Há mais de cinco anos atrás o mundo de Aline desmoronou quando ela estava olhando por sua janela e viu um brilho que acabou a deixando cega. Naquele dia, bombas nucleares explodiram em várias cidades do mundo, deixando o Brasil desprotegido contra a tomada de poder dos chineses. O caos se instaurou por toda parte e depois que Aline foi deixada em casa sozinha por seus pais, não lhe sobrou alternativa a não ser pedir ajuda ao vizinho que mais odiava, um velho Coronel.
Com o tempo ela descobriu que junto com sua perda de visão ela ganhou novas habilidades, e agora, para fugir do domínio dos chineses e alcançar sua liberdade, ela precisa seguir uma jornada difícil pelas estradas no Brasil e está completamente sozinha. Porém, no seu caminho ela acaba esbarrando com um estranho que lhe oferece sua ajuda. Será que Cauã vai conseguir derrubar as muralhas do seu coração?

O valor que estou cobrando por ele lá é de apenas R$1,99, mas claro que não vou cobrar nada dos meus queridos leitores né? Então vou deixar aqui para vocês o trecho inicial do conto, e se vocês se interessarem em ler o resto, tudo que precisam fazer é se inscrever na minha lista através desse link e vocês vão receber um link no e-mail de vocês para fazerem o download. Caso não recebam o e-mail, chequem sua caixa de spam!

Tá bom, ou quer mais? Hahahah. Tá certo, já que pediu eu dou mais sim! A partir do momento que vocês se inscreverem vocês vão entrar para minha listinha VIP e todo mês eu vou mandar o conto que eu produzir diretamente para vocês por e-mail! Então vai lá e se inscreve, porque esta opção só vai estar disponível durante o período de um mês. Quando sair o próximo conto vocês não vão ter mais como fazer o download desse, OK? Aí em baixo vocês conferem o trecho inicial do conto, espero que gostem.

Sinto-me como se fosse o sol. Meu rosto está queimando, derretendo, se desintegrando. Meus lábios estão rachados e posso sentir o gosto do sangue quando passo a língua por eles. Os meus braços e ombros ardem, minhas pernas estão dormentes de exaustão, mas mesmo assim não paro.

Eu continuo andando, um passo após o outro, não tenho como voltar atrás. Faz vinte dias que saí de casa, em Brasília, levando na mochila apenas uma troca de roupa, um saco de dormir, comida e água.

A água acabou há dois dias, por mais que tenha tentado economizar, e eu pretendia conseguir mais quando chegasse a Belo Horizonte, mas isso também devia ter acontecido dois dias atrás. Pelo menos ainda tenho comida, se é que se pode chamar isso de comida. Essas barrinhas não têm gosto de nada, mas elas ocupam pouco espaço, são leves e me dão força suficiente para continuar andando.

Não sei por que ainda não cheguei a Belo Horizonte, mas não me permito pensar nem por um segundo que possa ter errado o caminho, isso me tiraria completamente o foco e não conseguiria mais sair do lugar. Sendo assim, continuo andando. Devo chegar lá a qualquer momento.

Não que eu esteja ansiosa, nos dias de hoje não é muito agradável estar numa grande capital, mas não tenho escolha. Além disso, também não estou com muita vontade de morrer desidratada. Quando decidi partir sozinha para o Rio de Janeiro sabia dos riscos, só não tinha muitas opções sobrando.

Já faz dois anos que os boatos começaram. Os sussurros diziam que nem todos atingidos pela radiação da bomba eram azarados. Comentavam que alguns sortudos conseguiram fazer mais do que sobreviver, que de alguma forma eles teriam desenvolvido habilidades especiais. Não sei o que dizer quanto a isso, não me sinto particularmente sortuda por ter sobrevivido ao que aconteceu naquele dia.

Parecia ser apenas mais um dia comum quando às 09:13h da manhã todos os canais começaram a noticiar sobre a explosão nuclear que tinha acabado de acontecer em Washington, nos Estados Unidos. O choque foi grande, mas ainda não poderíamos imaginar o quanto nosso pequeno planeta iria mudar em menos de 24h por causa daquele evento. Não demorou nem duas horas para que houvesse retaliação, e a próxima bomba caísse no Iraque. As alianças se formaram na velocidade da luz, e à medida que outras bombas eram lançadas nos Estados Unidos, vários outros países foram atingidos a cada hora.

As escolas liberaram os alunos, os trabalhos foram suspensos, e assim todos assistiram dos seus sofás o mundo ruir. Eu tinha apenas doze anos na época e fui mandada para o meu quarto. Não entendia direito o que estava acontecendo, mas podia sentir a tensão das pessoas. Tentei ficar calma, tentei ser paciente enquanto esperava.

Porém, às 16:27h da tarde, estava sentada no beiral da janela olhando a cidade do alto enquanto tentava reproduzir suas formas no meu caderno de desenhos. Enquanto olhava, vi uma luz brilhar lá longe. Observei a luz crescer e se expandir, e não entendi o que via até que escutei o barulho. Ele veio seguido por uma forte rajada de vento que me fez cair no chão do quarto. Meu ouvido zunia e podia sentir o prédio todo tremer. Mas o que me deu mais medo foi perceber que minha vista estava escurecendo.

Os contornos das paredes começaram a perder a forma como se estivessem se desintegrando. Eu fechei os olhos e fiquei lá deitada no chão frio até a terra parar de tremer, meu ouvido parar de zunir e o mundo parar de girar como um carrossel.

O silêncio não durou muito, alguns segundos depois eu já podia ouvir o grito das crianças, o choro das mulheres, as sirenes apitando por toda parte. Abri os olhos lentamente, mas nada aconteceu. Fechei-os novamente e esfreguei, tentando limpar minha visão, mas não adiantou, o mundo continuava escuro.

Levantei devagar e comecei a tatear pelo quarto a procura da porta. Minha respiração ficou pesada e inconstante, o pânico ameaçando tirar o melhor de mim. Eu esticava os braços para frente, tentando não bater em nada, mas mesmo assim esbarrei em vários objetos que agora não podia mais identificar. Pisava com cuidado, sentia como se a qualquer momento pudesse cair num abismo, e a angustia crescia como um monstro morando dentro de mim, devorando a pequenas mordidas pedacinhos da minha alma.

Quer continuar lendo? Se inscreve aqui! E lembrando: ainda estou na espera dos contos de vocês também, tá? Me mandem até o fim do mês para eu poder divulgar aqui no blog! Beijos.

16 comentários

  1. Olá,
    Que postagem mais amor! Fico super feliz quando vejo cada vez mais os jovens brasileiros se interessando em escrever algo. E parabéns, pelo pouco que li do seu conto, já vi que é ótimo e que vc tem muito talento. Continue se dedicando, escrevendo e amando o que faz... tenho certeza que seu futuro será brilhante!!!

    Beijos, And!

    Blog Cantinho da And

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    1. Obrigada Andresa!
      Espero que leia o resto e que goste também :)

      Beijo!

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  2. Olá Mari, que maravilha. tão lindo ver pessoas se dispondo a escrever mais e mais, acho que sou vou conseguir colocar no papel o que anda na minha mente quando me aposentar rsrs. parabéns adorei o inicio do conto, desejo todo sucesso do mundo.
    ps: acabei de notar que não estava te seguindo, que absurdo rs já resolvi isso :D
    Beijoos
    Edna

    Dna Bookz / Fan page / Instagram  / Twitter

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    1. Obrigada Edna!
      Hahah, espera se aposentar não mulher! Corre atrás de fazer o que tu gosta :)
      Que bom que você já resolveu esse absurdo, me sinto muito mais feliz agora, hahahah. Beijoos!

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  3. Marina, sua feia!!!

    Que agonia esse conto!!! Tô sofrendo aqui!!!! Parece q tb estou cega! Quer fazer o favor de me mandar logo o restante pra que eu leia? Inclusive, sua danada, jogada de mestre essa da Amazon, em? Adorei!!!!!
    Sobre a diferença entre conto e novela, bem, os dois são narrações, porem, enquanto o conto é algo fictício com um enredo curto e poucos personagens, a novela, pode ser baseada em realidade ou ficção, mas ela tem como característica principal um núcleo central e vários outros secundários orbitando o central, ao mesmo tempo que ela poderia ter continuidade se quiséssemos, mesmo depois de finalizá-la. Agora, se sua narração é conto ou novela, acho que vou ter que ler tudo!
    Parabéns, menina, vc é genial!
    Bjks!

    www.linguaeliteratura.com.br

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    1. Hahah, você se inscreveu na lista Fabi? Demora um pouquinho para chegar, mas chega! Qualquer coisa cheque o spam, ou então me manda o seu e-mail que te envio diretamente :)
      Com relação a se é conto ou novela, depois me avise! Eu pesquisei em alguns sites e fiquei achando que é novela, porque dizia que no conto não importa o passado ou o futuro, apenas o presente. E no meu texto, uma boa parte se passa no passado. Fora isso, ele também poderia ter uma continuação sim, mas não necessariamente. Enfim, fiquei na dúvida ;)
      Muitíssimo obrigada, Fabi! Só tenho a aprender com você. Beijos!

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    2. Ma, li o conto!
      Wal!!! Adorei!
      Vc escreve bem pra arrebentar!
      Te mandei um emal sobre ele, veja se chegou!
      Bjks!

      www.linguaeliteratura.com.br

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    3. Obrigadaaaa, Fabi!
      Seu e-mail chegou sim :)
      Beijos!

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  4. Parabéns pelo conto!
    Espero que seja o primeiro de muitos.
    Boa sorte e sucesso!
    SUA ESTANTE
    Gatita&Cia.

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    1. Obrigada! Eu também espero que sim :)
      Beijos!

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  5. Oi Marina, tudo bem?
    Não conheço o projeto, mas vou no link mencionado para conferir! Fico muito feliz ao ver blogueiros entrando no mundo da escrita e fiquei curiosa para conhecer a sua!!
    Parabéns e sucesso nessa caminhada :)
    Beijos,

    http://versosenotas.blogspot.com.br/

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    1. Muito obrigada, Bárbara!
      Espero que goste do conto :)

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  6. Adorei a iniciativa, Marina!
    O trecho do conto me atraiu e com certeza quero lê-lo. Fiquei feliz pela oportunidade de ingressar na sua lista VIP de leitores e, assim, acompanhar seus contos. :) Adorarei fazê-lo.

    Beijos!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

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    1. Obrigada, Fran!
      Espero que você goste dele :)
      Beijão ;*

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  7. Oi Marina!
    Eu me inscrevi na lista faz alguns dias,mas não veio nada para o meu email, nem na caixa de spams. O que eu faço?

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